Em uma era pré-streaming, quando a internet discada ainda era predominante, as madrugadas de sábado para domingo na televisão aberta brasileira eram palco de um fenômeno cultural único: a exibição de filmes eróticos, notavelmente a série ‘Emmanuelle’. A programação, que desafiava os limites da época, atraía uma legião de espectadores curiosos e moldou a percepção do erotismo na cultura popular.
Antes da onipresença do YouTube e das plataformas de streaming, a televisão aberta reinava suprema como principal fonte de entretenimento. E, em meio a novelas e programas de auditório, um nicho inesperado floresceu: a exibição de filmes de conteúdo adulto em horários tardios. ‘Emmanuelle’, com suas narrativas sensuais e ambientações exóticas, tornou-se um sinônimo de transgressão e fascínio para muitos.
A escolha por exibir esses filmes em horários de menor audiência permitia que as emissoras explorassem temáticas mais ousadas, aproveitando-se da relativa flexibilidade da regulamentação televisiva durante a madrugada. A experiência de assistir a ‘Emmanuelle’ tornava-se quase um ritual, marcado pela antecipação e pelo senso de descoberta.
Embora a disponibilidade de conteúdo adulto tenha se multiplicado e diversificado com a ascensão da internet, o impacto de ‘Emmanuelle’ na televisão brasileira dos anos 90 permanece significativo. O programa não apenas ofereceu uma janela para o erotismo em um contexto social mais conservador, mas também ajudou a pavimentar o caminho para a discussão de temas relacionados à sexualidade na mídia.
A era de ‘Emmanuelle’ pode ter chegado ao fim, mas sua influência na história da televisão brasileira e na forma como o erotismo foi apresentado ao público perdura até hoje.
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